Diante do cenário de transformação digital que o mercado está passando, de que forma a Smarthis apoia as empresas nesse processo?   
Estamos num cenário em que as empresas querem entregar mais com menos, buscando aumentar a eficácia e eficiência das suas áreas enquanto trabalham com um número cada vez maior de dados (estruturados e não estrutrados).
Assim, apoiamos as organizações por meio do reconhecimento da complexidade do ambiente em que se encontram e entregando soluções adequadas à estratégia do negócio de nossos clientes. Para isso, fazemos a modelagem e automação de processos de negócio, permitindo assim, que as organizações direcionem seus esforços para atividades que realmente agreguem valor aos seus produtos/serviços. Além de outras abordagens, utilizamos a tecnologia de Robotic Process Automation (RPA), que está na pauta de 9 em cada 10 empresas no Brasil.
Qual o papel do RPA na digitalização de um negócio?
Costumamos dizer que digitalizar um negócio é buscar a sobrevivência do mesmo. Estamos vivendo um momento em que a digitalização está presente praticamente em todos os processos de uma organização, desde a simples tarefa de inserir informações de uma nota fiscal num ERP, até a análise de relatórios financeiros complexos.
O RPA vem para democratizar iniciativas de automação. As ferramentas que suportam o desenvolvimento adicionam uma camada de abstração que permite, por exemplo, que usuários de Excel avançado possam desenvolver suas próprias automações. Em resumo, um mundo que estava restrito a desenvolvedores começa a ser desbravado por usuários de negócio.
Quais são os principais benefícios gerados após a automatização de tarefas manuais, além do aumento da produtividade nas organizações?
Sem dúvida, o aumento da produtividade é o principal indicador relacionado a automatização de tarefas, no entanto, podemos destacar benefícios como o aumento da qualidade dos dados e melhora no nível de serviço (principalmente na automatização de atividades que impactam clientes).
Com a melhora na qualidade dos dados, é possível gerar análises mais confiáveis e, consequentemente, prover informações mais consistentes para a tomada de decisão. Em resumo, a automação das tarefas permite uma visualização mais real do cenário em que a empresa se encontra.
Quais os desafios que as empresas enfrentam para conseguir concretizar com êxito a adoção de novas tecnologias?
Na nossa visão, existem duas grandes barreiras para a adoção de novas tecnologias. A primeira é cultural. Mudanças, por si só, são complicadas. Quando envolvem tecnologia (que não é uma skill forte e necessária em todas as áreas de negócio) o cenário fica ainda mais grave.
A segunda está relacionada a capacidade da TI de alinhar as iniciativas de tecnologia aos objetivos de negócio das organizações. Inciativas de tecnologia tendem a não ter o engajamento necessário para, de fato, alcançarem resultados concretos se não estiverem ligadas a objetivos de negócio como redução de custo, aumento das vendas, aumento da carteira de clientes etc.
Na sua opinião, qual será a tendência em 2019 para os Centros de Serviços Compartilhados, no que tange à melhoria de processos?
Acreditamos que a tendência será a de substituição dos objetivos de redução de tempo e custo de forma indiscriminada para objetivos relacionados a controle, padronização e otimização, pois esses são a base para a criação do centro de excelência (COE) num CSC.
O COE é a entidade responsável por centralizar iniciativas de automação, melhoria contínua e análise de dados, colaborando para o atingimento das metas de “fazer mais com menos” e de aumentar a qualidade do serviço prestado, aumentando, consequentemente, a satisfação dos clientes e colaboradores.