A idealização do Centro de Serviços Compartilhados da thyssenkrupp teve início com a necessidade de criação de uma estrutura que suportasse a empresa em sua estratégia de expansão com abertura de novas filiais. Foi, então, constatado que ter uma estrutura administrativa, comercial e um call center para cada uma das filiais acabaria elevando muito os custos da empresa, enquanto a implantação de um Centro de Serviços permitiria conectar as filiais em uma única unidade, possibilitando maior agilidade e controle na expansão, ao mesmo tempo que oferecia um custo adequado.

Com suporte de uma consultoria, o CSC da área de negócios Elevator Technology da thyssenkrupp para o Brasil contou em sua elaboração com um Business Case diferenciado que lançava uma proposta de escopo que iria além das atividades de backoffice, comuns na maioria dos Centros de Serviços. A escolha por Porto Alegre, que fica a cerca de 20 km da cidade de Guaíba, onde estão localizadas a Matriz e a   fábrica da empresa, teve como principais fatores os dados de um estudo realizado, que apontavam os baixos custos de infraestrutura e a alta disponibilidade de mão de obra qualificada, que representaram pontos estratégicos para a instalação do CSC na capital gaúcha. Além disso, o fato de não aproveitar o espaço físico da Matriz   foi uma decisão definida desde o início, segundo Filipe Aguinsky, Diretor Financeiro da área de negócios Elevator Technology da thyssenkrupp para o Brasil: “A ideia era que o CSC pudesse se caracterizar como uma das unidades de negócios da thyssenkrupp, neste caso, responsável pela prestação de serviços da empresa”.

ESCOPO DIFERENCIADO

Atendendo hoje, 61 filiais da empresa no Brasil,  Aguinsky explica que o CSC não limitou-se às atividades de finanças e RH:  “Quando desenhamos o projeto já visualizamos processos como um todo que poderiam ser centralizados. Claro que a resistência para trazer esses processos é muito maior, mas hoje são as áreas que nos trazem os maiores ganhos e maior reconhecimento da empresa e do Grupo. Além das atividades mais comuns, temos por exemplo, processos específicos do negócio, como o apoio comercial e televendas que hoje representam 70% das vendas da empresa em peças e reparos ”.

O diretor conta ainda que o Centro se tornou benchmark não apenas no Brasil, mas em todo mundo. Muitas empresas do próprio Grupo vêm de fora para conhecer a estrutura que permite, hoje, que o vendedor presente na filial consiga focar na busca por novos negócios, enquanto o CSC dá o suporte na venda de produtos com menores valores, mas que possuem grande saída.

Confira entrevista a completa na Edição 48 da shared Services News.