1 – Quais são os principais desafios enfrentados pela Eletrobrás na criação de um CSC com mais de 1.500 pessoas?

Os principais desafios são: mobilizar e conscientizar os colaboradores das nossas empresas da importância do CSC para a sustentabilidade da Eletrobrás; mostrar aos sindicatos que não há ameaças de demissão em massa, nem aos direitos e benefícios trabalhistas conquistados ao longos dos anos; mobilizar as gerências corporativas para que indiquem os colaboradores mais bem preparados para o CSC, pois são eles que vão executar as atividades demandadas pelas empresas; demonstrar à todos a importância do desapego às práticas administrativas executadas nas empresas e a importância da implementação de uma nova forma de trabalho mais padronizada e otimizada por meio do uso de modernas ferramentas de gestão; mostrar à todos que o CSC é uma oportunidade e não uma ameaça à empregabilidade.

2- Como pretendem manter a padronização dos processos, uma vez que a equipe do CSC estará dividida em mais de uma localidade?

Temos uma estrutura centralizada na Holding, cuja principal atribuição é garantir que todas as unidades do CSC adotem as mesmas práticas administrativas em todos os 8 macroprocessos definidos como escopo. Foi criada a figura do Coordenador Global para a gestão do CSC como um todo, do Coordenador de Produtividade e Qualidade, responsável pelos canais de atendimento, apuração de custos e propor ações de inovação, além de mais 8 Coordenadores, sendo um para cada macroprocesso.

As Unidades Regionais (Nordeste, Norte, Sudeste e Sul) possuem autonomia para fazer a gestão destas unidades do CSC, mas não podem adotar práticas que não tenham sido validadas pelo coordenador do macroprocesso correspondente ou pelo Coordenador Global. A adoção de inovações nos processos deve ser compartilhada e, uma vez que aprovadas, devem ser praticadas por todas as unidades. São realizadas reuniões quinzenais com todos os coordenadores das unidades e de macroprocessos para alinhamento e compartilhamento de avanços, dificuldades e oportunidades de melhorias identificadas nessas unidades. Além disso são realizadas reuniões de trabalho com as Gerências das Divisões e com os coordenadores de macroprocessos.

Cabe registrar que funcionamos há poucos meses, logo ainda estamos aprendendo e aprimorando a gestão do CSC.

3- Qual será o escopo do CSC da Eletrobrás?

O CSC tem como escopo todos os processos de Infraestrutura e Serviços Gerais, Logística, Finanças/Tesouraria, parte dos processos de Suprimentos, Recursos Humanos, Jurídico, Tecnologia da Informação e Contabilidade/Fiscal, totalizando 8 Macroprocessos, 33 Processos e 155 Subprocessos.

4- Existe uma equipe responsável por essa transição?

Existe uma coordenação global composta por um Coordenador Global, um Coordenador de Produtividade e Qualidade e 8 Coordenadores, sendo um para cada macroprocesso. Além disso, existem 4 Coordenadores de Unidades (Nordeste, Norte, Sudeste e Sul). Esse time é responsável pela implantação, manutenção e adoção de melhorias no CSC Eletrobrás. Há também algumas gerências estaduais que atuam apoiando os Coordenadores das Unidades, além das Gerências de Divisão, responsáveis pela gestão das equipes de trabalho.

 5- Quais são as perspectivas de resultados e benefícios esperados para o CSC da empresa?

O CSC Eletrobrás projeta ganhos expressivos com a redução dos custos com Pessoal, Materiais, Serviços e Outros – PMSO da ordem de 500 milhões/ano, mas para isso é preciso que todas as empresas estejam usando o mesmo ERP (SAP), o que só deve ocorrer a partir de janeiro de 2019, e que aconteça a implementação de algumas alavancas de otimização, tais como: padronização dos processos, realização de compras conjuntas, otimização dos almoxarifados, centralização dos contratos de prestação de serviços, robotização, entre outras.